Ele pode se desenvolver a partir da germinação de conídios (esporos assexuais) ou de ascósporos (esporos sexuais). Quando esses esporos germinam formam hifas, filamentos que penetram em diferentes tecidos da planta, como inflorescências, axilas das folhas, ramos laterais e raízes. Essas hifas produzem enzimas capazes de degradar as células vegetais, causando sua morte e utilizando seus nutrientes para o crescimento do fungo.
Com o avanço da infecção, ocorre a morte dos tecidos aéreos e das raízes, interrompendo o transporte de água e nutrientes. Isso reduz a fotossíntese e leva à queda na produtividade da planta. Após colonizar os tecidos, o fungo produz estruturas brancas que vão dispersar a doença, que contém:
- Conidióforos, onde são formados milhares de conídios;
- Apotécios contendo os ascósporos (esporos sexuais);
- Escleródios, estruturas de resistência escuras devido a melanina. Podem permanecer viáveis por vários anos no solo, mantendo a capacidade de infectar novas plantas. Sua camada protetora torna os escleródios resistentes à ação de radiação UV, variações de umidade e temperatura e também a ação de diversos fungicidas.

Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum
Dessa forma, o controle do Mofo Branco deve ser realizado por meio de um manejo estratégico, voltado não apenas à eliminação do patógeno, mas também de suas estruturas de resistência, evitando assim a expansão, continuidade e a reincidência da doença. Um dos principais desafios do manejo é justamente o combate aos escleródios do fungo, que apresentam alta resistência e longa sobrevivência no solo.
Entre as alternativas mais eficazes de manejo está o uso de fungicidas microbiológicos à base de Trichoderma. Como solução, o biofungicida nacional Trichodel® é uma excelente opção — registrado para o controle de Sclerotinia sclerotiorum, contendo o isolado IB 19/17. A agressividade pelo antagonismo e sua rápida ocupação do ambiente o tornam um forte competidor contra fungos fitopatogênicos.

Trichodel® (Trichoderma harzianum)
O Trichodel® atua tanto no controle de doenças ativas quanto na indução de resistência sistêmica da planta, proporcionando maior proteção à lavoura, prevenindo novos surtos e reduzindo a reincidência da doença. O produto também é indicado para o tratamento dos escleródios presentes no solo, pois o Trichoderma é capaz de degradar essas estruturas de resistência, reduzindo a fonte de inóculo e inibindo a disseminação do patógeno na lavoura.
Sua eficácia se deve a estes principais mecanismos de ação:
- Atividade de antibiose (com liberação de antibióticos voláteis e não voláteis);
- Capacidade de parasitismo, liberando apresórios que produzem enzimas capazes de degradar a parede celular dos fungos causadores de doenças.
Para complementar o manejo é indicada a associação com o produto Bactel®, à base de Bacillus amyloliquefaciens. Este outro biofungicida forma biofilmes protetores nas superfícies das plantas — tanto nas raízes quanto na parte aérea. Esses biofilmes liberam lipopeptídeos com ação antibiótica, auxiliando no controle de patógenos e induzindo na planta resistência sistêmica, tal como o Trichoderma.
Quando utilizados em conjunto, Trichodel® e Bactel® existe uma atuação sinérgica, ocupando rapidamente as superfícies das raízes e partes aéreas. Assim, desencadeiam exclusão competitiva, ao formar uma barreira biológica preventiva que impede a germinação e o desenvolvimento dos propágulos de S. sclerotiorum, resultando em um manejo mais eficiente, sustentável e duradouro.
Texto produzido por equipe técnica da Dillon Biotecnologia.
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